A modernidade e comentário do filme "Tempos modernos"!



Essa é para quem já ouviu falar no filme, mas nunca assistiu o filme na íntegra e tem interesse em ver este clássico.  Além disso, para os que já assistiram e tem vontade de repensar o passado, viver o presente e projetar o futuro. 



O filme “Tempos modernos” faz uma releitura do processo de industrialização analisa os aspectos:  psicológicos, sociais, econômicos e culturais da época. Com as mudanças no modelo de trabalho que antes do século XVIII - era artesanal e passou a ser de produção em massa. Com este novo modelo moderno as tarefas e funções mais especializadas teriam maior “produtividade”, o que significa dizer obter maiores lucros em menos tempo.  




Neste período, início do século XVIII com a Revolução cultural, as pesquisas estavam direcionadas para o desenvolvimento tecnológico e a produtividade das fábricas. Em consequência disso, o homem que antes se adaptava as matérias primas as suas necessidades com certo nível de autonomia,  passou a utilizar da lógica inversa. O trabalho agora era que sustentava o homem, agora as necessidades humanas estavam voltadas para adaptar-se aos meios de produção – e as matérias primas. 

 O homem agora não estava no centro do universo, mas a máquina e o desenvolvimento tecnológico. Surgiram muitas ambiguidades nas relações de trabalho e muitas incertezas quanto ao mercado, que em muitos momentos promovia o desemprego. 


Diante das ebulições da modernidade, as pessoas se adaptam a nova ordem e a cultura, mas para isso, ocorreram muitas insatisfações que este modelo de produção e a lógica capitalista foi, será e está sendo sempre questionada. Para demonstrar o processo de mudança, Berman apud Alves cita três fases da modernidade:
“a) com o início do século XVI até o fim do século XVIII e, ainda que represente o começo de uma experiência de vida já moderna, é uma modernidade em estágio embrionário, uma modernidade que ainda não se sabe modernidade;
 b) com o início no período próximo a Revolução Francesa, quando se pode dizer, segundo o autor, que pela primeira vez um grande e moderno público partilha o sentimento de viver uma mesma experiência –  viver em uma era revolucionária. Esse homem moderno ainda não o é inteiramente porque tem o coração dividido. Ainda sabe bem o que era viver num mundo não-moderno. É um homem que vive em dois mundos a um só tempo; 
c) surgiria com o século XX, com a expansão do processo de modernização que chega a abarcar virtualmente todo o mundo. Esse “compartilhar” uma experiência, vivência e sentimentos comuns chega aqui a seu ápice em termos de extensão do movimento”.    citação retirada do artigo de Alves da UFRJ : http://ww2.ie.ufrj.br/aparte/pdfs/nm_5_modernidade_e_pos_modernidade_08dez09.pdf


Chaplin e sua amada.

O filme “Tempos Modernos” trás um grande fluxo e movimentação de pessoas indo trabalhar em fábricas e personagem principal, Charles Chaplin, vive as mais diversas situações da época: 

O modelo de trabalho do funcionário de fábrica
A perda da sua identidade laboral em detrimento de um trabalho repetitivo e mecânico
°      Sofre as prisões por greve ou desacato a “ordem pública” 
É testado em uma máquina “alimentadora de funcionários” 
Apaixona-se por uma jovem com uma fome insaciável que mais lembra “Robin Hood” (herói inglês),  roubando alimentos para dar aos pobres e crianças. 
Sofre o desemprego na pele
É tratado como “bode expiatório” – na liderança comunista
É tratado como “traficante de cocaína”
Tem o sonho de ter uma “casa própria”, que consegue morando em uma palafita por não ter condições.

Charlin Chaplie vive na pele a trituração de seus sonhos, mas mesmo assim termina o filme com esperança de um futuro melhor. 




FIM!



O FILME NA INTEGRA ESTÁ LOGO AQUI! 
É SÓ CLICAR NO PLAY!

TEMPO DE DURAÇÃO: 1 HORA E 20 MINUTOS.

BOM FILME!

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