O que aprendi aos 38 anos, 10 anos depois daquele texto que escrevi aqui aos 28 anos!
Ao reler aquele texto escrito há 10 anos, percebo que muita coisa mudou — mas algumas verdades permanecem. A vida continua sendo uma escola, e os aprendizados se acumulam, nem sempre fáceis, mas sempre necessários.
Hoje, aos 38 anos, aprendi que:
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A gente não muda o outro, mas pode aprender a se proteger, a escolher melhor as companhias e a aceitar que algumas críticas não refletem quem somos de fato, mas o olhar de quem observa.
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Amor romântico não é sobre completude; é sobre escolha diária, respeito e companheirismo. E que essas escolhas, quando conscientes, sobrevivem às fases da vida.
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Amizade verdadeira se mede nos momentos difíceis, mas aprendi também a valorizar a minha própria companhia — a solidão bem vivida é um aprendizado de amor-próprio.
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O trabalho existe sem nós, mas nós não sobrevivemos sem cuidar da nossa saúde mental, física e emocional.
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Mãe continua sendo um amor infinito, mas aprendi a ver nela também suas falhas humanas, o que torna o vínculo ainda mais real e profundo.
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O mundo continua desigual, mas agora aprendo a valorizar conexões entre regiões, culturas e histórias diferentes, ao invés de reforçar estereótipos.
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Nada é para sempre, mas algumas escolhas — mesmo as pequenas — têm ecos que duram uma vida inteira.
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A corrupção, o jeitinho e a hipocrisia continuam, mas aprendi a reconhecer, a questionar e, quando possível, a agir com ética.
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Animais continuam sendo amigos sinceros, professores de amor incondicional.
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Crescer é aceitar a própria vulnerabilidade, sem perder a capacidade de sonhar e acreditar, mesmo quando a vida ensina que nem tudo é perfeito.
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Autoridade, julgamentos superficiais e opiniões prontas existem, mas aprendi a cultivar pensamento crítico, curiosidade e empatia, mesmo diante de perspectivas diferentes.
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E, acima de tudo, aprendi que a vida é complexa, cheia de nuances, e que enxergar o bem e o mal, o claro e o escuro, me torna mais humana e mais livre.
Revisitar aquele texto foi perceber que o tempo não apaga aprendizados — apenas os aprofunda. Hoje, entendo que cada experiência, cada decepção, cada alegria contribuiu para que eu me tornasse mais consciente, mais resiliente e mais conectada comigo mesma.
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