Reflexões de uma Mãe e Mulher de 37 Anos: O Caminho da Evolução Pessoal e Familiar
Ao olhar para trás, percebo o quanto minha visão sobre a vida, as pessoas e os valores mudou ao longo do tempo. Hoje, aos 37 anos, casada, mãe de um filho e com minha mãe por perto, a forma como vejo as coisas é mais profunda, mais centrada e, ao mesmo tempo, mais leve. Ao refletir sobre os ensinamentos que trouxe comigo desde os 28 anos, posso ver que muitas das minhas antigas certezas se transformaram, e outras novas se firmaram com o passar dos anos.
Sobre as relações e a busca por pertencimento:
Na época, eu acreditava que o amor romântico era o fundamento de tudo, mas agora entendo que o que realmente existe é a busca pelo companheirismo, pelo cuidado mútuo e por conexões profundas. O amor, em todas as suas formas, exige cuidado contínuo, não apenas no início da relação, mas todos os dias. Como mãe, percebo isso de maneira ainda mais clara: o amor de um filho é incondicional, mas precisamos ser parceiros em todas as fases da vida, tanto com os outros quanto conosco.
Sobre o trabalho e a autossuficiência:
Em 28 anos, acreditava que o trabalho era tudo. Hoje, vejo que, de fato, ele sobrevive sem a minha presença, mas a maneira como me vejo e como me sinto me define de maneira muito mais profunda. Como mulher e mãe, muitas vezes me vi fazendo escolhas que não eram apenas sobre sucesso profissional, mas sobre bem-estar e satisfação pessoal. O autoconhecimento e o cuidado com a minha saúde mental e emocional tornaram-se prioridades.
Sobre a família e a construção do lar:
Aprendi que a família não é apenas o laço biológico, mas a escolha que fazemos de estar ao lado de pessoas que nos sustentam e nos fazem crescer. Casada com um parceiro maravilhoso, aprendi a equilibrar as responsabilidades de ser mãe, esposa e filha. Hoje, entendo que a casa, assim como qualquer outra relação, precisa de gestão, carinho e cuidado. A administração do dia a dia, do tempo, do afeto, é o que realmente cria um ambiente saudável e acolhedor para todos.
Sobre a autenticidade e os julgamentos:
Aos 28 anos, via o mundo de forma mais rígida, acreditando que a vida era uma questão de "bem ou mal". Com o tempo, percebo que as pessoas, as situações e até as escolhas não podem ser reduzidas a um simples julgamento maniqueísta. A vida é cheia de nuances e os outros, muitas vezes, não conhecem todo o nosso contexto. Hoje, a busca por conhecimento e a abertura para as ideias que vêm de fora da minha zona de conforto me permitem crescer, questionar e evoluir de maneira mais plena.
Sobre a tecnologia e a busca por aprendizado:
Se antes eu via a internet como uma ferramenta rápida e superficial, hoje ela se tornou meu espaço de aprendizado contínuo, onde busco evoluir e me conectar com ideias novas, principalmente sobre temas que impactam minha vida pessoal e minha família. A busca por mais empatia, comunicação não violenta, equilíbrio emocional e liderança consciente têm sido caminhos que escolhi trilhar, e sei que o aprendizado nunca termina.
O que aprendi é que a vida é feita de constantes transformações, e a maturidade me trouxe a capacidade de enxergar o mundo com mais empatia, mais paciência e mais amor. Ao mesmo tempo, aprendi que o maior valor que posso oferecer a mim mesma e aos outros é minha autenticidade e minha capacidade de evoluir, tanto no papel de mãe, esposa, filha, quanto no de mulher que busca ser sua melhor versão.
Hoje, com esse entendimento mais profundo de quem sou, sou capaz de olhar para o futuro com esperança e equilíbrio, sabendo que a cada escolha, posso criar um mundo mais harmonioso ao meu redor.
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